Escriba Virtual
...promoverei o saudável intercâmbio ou confronto de idéias despertadas pelos povos ao redor do planeta. Enfim, aproveitando-me do poder das palavras, colaborarei para a interação e paz entre os seres humanos, seja lecionando, traduzindo, pesquisando, criticando, ou mesmo conversando.
Sexta-feira, Janeiro 20, 2012
World of Light - Cenário alternativo para Gurps e Lobisomem
Um mundo de luz?
O teocentrismo (devoção religiosa) foi substituído pelo o antropocentrismo (louvor ao ser humano) e pelo o capitalismo (capitalismo e egocentrismos andam lado a lado, ou seja, dinheiro e egoísmo) isso é a sociedade como a conhecemos agora, hoje.
Imaginemos uma sociedade na qual o capitalismo não tivesse dominado reinos e nações e o teocentrismo (Governos teocratas) ainda fosse vigente tendo como religião dominante o Catolicismo em toda face da terra. Tudo o que se foi feito foram feitos em nome de Deus, ou de Alá (em alguns casos), Os nativos da América foram dizimados por fanáticos católicos - e os sobreviventes, rapidamente catequizados. A escravidão negra foi usada, na maioria das vezes, como forma de recrutamento rápido de soldados ferozes e para trabalho agrícola (mas apenas para plantar para alimentar os exércitos do Senhor). O feudalismo ainda é à base da economia das sociedades junto com o pecuarismo. As igrejas protestantes nunca chegaram a nascer (seus pais como Lutero e Calvino, foram pegos pela Sagrada Inquisição antes de conseguir seguidores). A África foi rapidamente colonizada pelo o Islã. O racionalismo e a ciência também não tiveram vez. Copérnico foi queimado na fogueira, e Galileu foi um religioso, Newton foi um bravo guerreiro do Senhor nas guerras pelas almas dos índios do Canadá (em bom português, na aniquilação dos coitados). O Brasil se chama Santa Cruz, e Nova York é chamada de Nova Roma, capital religiosa das Américas. O panorama mundial e dividido em grandes blocos, A igreja Católica Romana é belicamente a mais poderosa, e economicamente também. A Igreja Católica Ortodoxa (sediada em Constantinopla, que nunca foi tomada pelos Turcos) mantém tensas relações com a Romana, e ocupa o delicado lugar de bloco menos poderoso entre todos, além de estar em uma posição geograficamente perigosa. E o Islã, é claro, é o segundo bloco mais importante, com sua ciência profundamente superior a todos os outros (mas ainda assim extremamente primitiva para nossos padrões). Os países de tradição oriental, como Japão e China, formam o quarto grande bloco, com sua religião (que não existe no nosso mundo, misturando um pouco de budismo, shintoismo e tradição política) voltado para o culto ao Imperador. Este bloco não possui cidades sagradas; isso é porque, para cada oriental, o local sagrado é onde seu imperador está. Nos blocos Católicos (ambos) há maior abertura política; alguns países são monarquias, outros repúblicas, alguns presidencialistas (ou monarquia), outros parlamentaristas. Socialismos nem pensar. O Papa (e o Patriarca ortodoxo) abençoam todos os tipos de governo. Cerimônias de posse são de tom religioso (investidura) e presidias pelo Papa/Patriarca. No bloco Islâmico, o Califado é a única forma de governo aceitável aos olhos de Alá. No bloco oriental todos os países têm seu Imperador.
Católico Apostólico Romano
Há profundos abismos políticos e sociais entre os grandes blocos, a Santa Inquisição vigente leva tudo a ferro e fogo, literalmente falando. Qualquer rumor de heresia como bruxaria, adultério, paganismos, todos os tabus estão de pé firme e fortes. É qualquer desobediência é acionado os tribunais Sagrado. Mesmo assim sociedades secretas (e alternativas) surgem por todas as partes. O sexo só podem ser mencionado pela a maneira bíblica, a pornografia (bacanal, orgia e etc) são espalhados pelas as sociedades secretas e alternativas. A sigla ECA (Os Estados Cristãos das Américas) índios, negros, mulheres e outras minorias não votam. A mulher inclusive ainda é considerada uma reprodutora e nada mais. O suicídio é condenado veemente, pois a alma do suicida vai direto para o inferno.
Sociedades Secretas
Como é de se esperar em uma sociedade de tantas opressões florescerem sociedades secretas. Maçonaria, Sociedades de caráter sexual, Sociedades de Artes proibidas como a pratica e leitura de ficção cientifica histórica e fantasia, Igreja do Amor de Cristo inspirada em figura como Francisco de Assis acusados de se distanciarem do caminho, A seita da Divina Mãe, também chamada de Gaia. Em um mundo assim muitos fingem ser Católicos para não morrer na fogueira, dentre os mais perseguidos estão os Judeus caçados e mortos sem a menor misericórdia só pelo o fato de serem Judeus, então muitos se convertem para não morrem, muitos tem duas religiões, aparentam ser Católico, mas no fundo continuam praticando o judaísmo as escondidas. O judaísmos é uma religião considerada herética. A Igreja tem os Templários como a policia e exercito para caçar subversores.
O Homem Católico
Não há eletricidade, logo não temos radio, telefone e televisão, não há ciências moderna, O panem et circenses é as missas nas igrejas, apenas um sedativo para a submissão e a solidão dos cidadães. Afinal a danação eterna e esperada.
O Sobrenatural
Qualquer criatura não humana é considerada demônio, exceto anjos. Feiticeiros são adoradores do demônio. Mágicos, poderes psíquicos, ilusionistas todos fazem parte dessa gama de adoradores do demônio. Muitas mulheres são atormentadas por Incubus é muitas são queimadas nas fogueiras por serem acusadas de manter relações sexuais com o demônio, pouquíssimos homens são levados as fogueiras acusados de manterem relações com Sucubus.
Se a Igreja Católica (Os governos teocratas) governassem o mundo seria esse mundo um mundo de luz?
Em um mundo totalmente religioso, a sua superfície parece ser sagrada e cheia de luz, mas porque haveria tantas trevas(Dor, Desgostos, Inconformismos, Solidão, e etc)?
Revista: Só Aventuras
Número: 7
Editora: Trama
Matéria: World of Light - Cenário alternativo para Gurps e Lobisomem
Páginas: 26, 27, 28, 29, 30, 31
Texto: Lalo
OBS: Texto alterado do original, aqui levei em consideração apenas o argumento, a ideia, não o jogo em si, para ter/ver ou jogar baixei o pdf da revista abaixo.
Só Aventuras 07.pdf
http://www.4shared.com/office/Krqc1bFy/S_Aventuras_07.htm
Sábado, Janeiro 14, 2012
Alex Ross - Liga da Justiça
Só os fracos sucubem a brutalidade - Super-Homem (O reino do amanhã).
http://www.4shared.com/photo/ZyCtIyDe/alex_ross_-_liga_da_justia__po.html
Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
Sangue alvinegro - J. Marcos B.
19:00 Começo da jornada de trabalho de 12 horas.
"É estranho a rua silenciosa assim nos fins de semanas! Isso aqui dia de semana é um verdadeiro inferno de tanto carros e pessoas passando aqui, dia de Domingo e feriados da até aflição ver esse imenso vázio! Estranho essa sensação! Dá um frio na alma! Doze horas de trabalho isso é quase desumano, isso deveria ser proibido por lei! Ainda bem que o meu filho quer ser jogador de futebol quando crescer.”
- Eae trouxe o café?
- Claro. Tá aqui.
- Opa! Beleza.
- Acha que vamos ficar sem café, logo hoje dia de classico?
Os vigilantes bancarios ligam o radinho de pilha. O ambiente é silêncioso, espaçoso, suas vozes ecoam pelo o salão principal e corredores do Banco, só os dois alí, a ansiedade pelo o começo da partida é normal, regados a café e cigarros ambos se acomodam em suas cadeiras pegam seus cafés e acendem seus cigarros.
Locultor - Começa a peleja entre Santos e Corinthians o jogo se desenvolve no gramado... Um classico paulista senhoras e senhores nesse fim de tarde de Domingo. Com certeza essa vai ser uma disputa inesquecível...
- Esse café que a tua mulher faz é muito bom.
- É eu também acho. Sabe? Sem aquela nega eu não sou nada cara!
- Imagino.
- Ela não é só mulher, ela é mulher e companheira, mesmo.
Locultor - Todos apostos, vai começar o primeiro tempo no pacaembu...
"Sim todos apostos, café, maço de cigarros, cinceiros, bandeirinhas, torcedores, juiz... Sim todos apostos, sim. cai a noite na cidade e daqui a 95 minutos vamos saber quem foi o vencedor de mais uma disputa entre Santos e Corinthians."
- Espero que o juiz não meta a mão no "peixe" denovo.
- Qui nada. Quando o jogo foi aqui em baixo o juiz meteu a mão na gente só por isso foi zero a zero.
- É. Só que hoje não tem zero a zero não, se tiver vai prus penaltes.
Locultor - Apita o começo do jogo... Rola a bola no gramado...
"Apos degustarem um café bem quentinho e gostoso ambos acendem seus respectivos cigarros ao mesmo tempo em uma perfeita sincronia como em um show, como que tivessem emsaiado antes ou mesmo bem combinado. Ninguém falar, o silêncio só é quebrado pela a voz do locultor que narra a disputa, dá pra se escultar o fumo do cigarro queimando a cada tragada pelas as bocas e pulmões anciosos desse dois torcedores anonimos, de tanto que é o silêncio. Nada se meche apenas a fumaça que saem dos cigarros ardendo em chamas fazendo piruetas no ar. Da pra se escultar os corações palpitando de ambos.
Locultor - A disputa é acirrada, ambas as torcidas em campo, nas arquibancadas precionam seus times... Poucos minutos do primeiro tempo... chuta de fora da area uma bola no ângulo, é Gooooool do... Não valeu tá dizendo o juiz, o juiz tá dizendo que, que a bola não entrou... Metade da arquibancada aqui grita gol assim como eu, mas o juiz e os bandeirinhas não viram a bola entrar! E não da o gol para..."
- Pronto começou a robalheira! Não tem time do mundo que consiga ganhar assim.
- Eu que o diga porque aqui embaixo nós se ferramos.
- Meu amigo o Santos é time pra ganha de qualquer time aqui ou fora do Brasil, mas contra o juiz fica díficil...
Locultor - Parte o time inteiro do Santos pra cima do juiz e dos bandeirinhas, o técnico do Santos está enloquecido... Começa a confusão... Empurra empurra, xingamentos...
"Mas o que o locultor do campo não ver e portanto não pode narra é o saque de dois revolver do coldre ao mesmo tempo e um barulho estrondoso rompendo o silêncio viceral dentro do banco. Ambos sacarram ao mesmo tempo como um duelo de filme de velho oeste, mas não teve o mais rápido, ambos acertaram seus alvos. Ambos estão caidos, enquando o sangue escorre pelo chão de mármore carrará, emcima da mesa além dos maços de cigarros e a garrafa de café o rádio continua a sua narração."
Locultor - Ainda bem que acalmaram se os animos por aqui. O goleiro bate o tiro de meta e recomeça o jogo no estádio... O jogo promete, é esse é só o começo do primeiro tempo meus amigos. Ainda tem muito chão pela frente. Esse campeonato promete, mas promete mesmo quem viver verá.
"É estranho a rua silenciosa assim nos fins de semanas! Isso aqui dia de semana é um verdadeiro inferno de tanto carros e pessoas passando aqui, dia de Domingo e feriados da até aflição ver esse imenso vázio! Estranho essa sensação! Dá um frio na alma! Doze horas de trabalho isso é quase desumano, isso deveria ser proibido por lei! Ainda bem que o meu filho quer ser jogador de futebol quando crescer.”
- Eae trouxe o café?
- Claro. Tá aqui.
- Opa! Beleza.
- Acha que vamos ficar sem café, logo hoje dia de classico?
Os vigilantes bancarios ligam o radinho de pilha. O ambiente é silêncioso, espaçoso, suas vozes ecoam pelo o salão principal e corredores do Banco, só os dois alí, a ansiedade pelo o começo da partida é normal, regados a café e cigarros ambos se acomodam em suas cadeiras pegam seus cafés e acendem seus cigarros.
Locultor - Começa a peleja entre Santos e Corinthians o jogo se desenvolve no gramado... Um classico paulista senhoras e senhores nesse fim de tarde de Domingo. Com certeza essa vai ser uma disputa inesquecível...
- Esse café que a tua mulher faz é muito bom.
- É eu também acho. Sabe? Sem aquela nega eu não sou nada cara!
- Imagino.
- Ela não é só mulher, ela é mulher e companheira, mesmo.
Locultor - Todos apostos, vai começar o primeiro tempo no pacaembu...
"Sim todos apostos, café, maço de cigarros, cinceiros, bandeirinhas, torcedores, juiz... Sim todos apostos, sim. cai a noite na cidade e daqui a 95 minutos vamos saber quem foi o vencedor de mais uma disputa entre Santos e Corinthians."
- Espero que o juiz não meta a mão no "peixe" denovo.
- Qui nada. Quando o jogo foi aqui em baixo o juiz meteu a mão na gente só por isso foi zero a zero.
- É. Só que hoje não tem zero a zero não, se tiver vai prus penaltes.
Locultor - Apita o começo do jogo... Rola a bola no gramado...
"Apos degustarem um café bem quentinho e gostoso ambos acendem seus respectivos cigarros ao mesmo tempo em uma perfeita sincronia como em um show, como que tivessem emsaiado antes ou mesmo bem combinado. Ninguém falar, o silêncio só é quebrado pela a voz do locultor que narra a disputa, dá pra se escultar o fumo do cigarro queimando a cada tragada pelas as bocas e pulmões anciosos desse dois torcedores anonimos, de tanto que é o silêncio. Nada se meche apenas a fumaça que saem dos cigarros ardendo em chamas fazendo piruetas no ar. Da pra se escultar os corações palpitando de ambos.
Locultor - A disputa é acirrada, ambas as torcidas em campo, nas arquibancadas precionam seus times... Poucos minutos do primeiro tempo... chuta de fora da area uma bola no ângulo, é Gooooool do... Não valeu tá dizendo o juiz, o juiz tá dizendo que, que a bola não entrou... Metade da arquibancada aqui grita gol assim como eu, mas o juiz e os bandeirinhas não viram a bola entrar! E não da o gol para..."
- Pronto começou a robalheira! Não tem time do mundo que consiga ganhar assim.
- Eu que o diga porque aqui embaixo nós se ferramos.
- Meu amigo o Santos é time pra ganha de qualquer time aqui ou fora do Brasil, mas contra o juiz fica díficil...
Locultor - Parte o time inteiro do Santos pra cima do juiz e dos bandeirinhas, o técnico do Santos está enloquecido... Começa a confusão... Empurra empurra, xingamentos...
"Mas o que o locultor do campo não ver e portanto não pode narra é o saque de dois revolver do coldre ao mesmo tempo e um barulho estrondoso rompendo o silêncio viceral dentro do banco. Ambos sacarram ao mesmo tempo como um duelo de filme de velho oeste, mas não teve o mais rápido, ambos acertaram seus alvos. Ambos estão caidos, enquando o sangue escorre pelo chão de mármore carrará, emcima da mesa além dos maços de cigarros e a garrafa de café o rádio continua a sua narração."
Locultor - Ainda bem que acalmaram se os animos por aqui. O goleiro bate o tiro de meta e recomeça o jogo no estádio... O jogo promete, é esse é só o começo do primeiro tempo meus amigos. Ainda tem muito chão pela frente. Esse campeonato promete, mas promete mesmo quem viver verá.
“Meu Deus o que eu fiz? O que fizemos? Minha mulher, nega. Meus filhos, meu Deus meus filhos, e agora o que será deles?...”
“Meu Deus o que eu fiz? Como pude deixar isso acontecer? Meu Deus me ajuda senhor perdemos a cabeça...”
Dia seguinte...
Caderno policial: Vigilantes de banco se matam enquanto ouviam Santos e Corinthians deixando viúvas e filhos orfãos para trás...
Dia seguinte...
Caderno policial: Vigilantes de banco se matam enquanto ouviam Santos e Corinthians deixando viúvas e filhos orfãos para trás...
Esse conto foi inscrito no Mapa cultural paulista de 2011.
Sábado, Outubro 29, 2011
Muito além do nosso eu - Miguel Nicolelis
Ontem 28/10/2011 em aula o professor mostrou um Joystiq chamado Emotiv EPOC Neuroheadset e eu lembrei logo da pesquisa de um brasileiro que ta fazendo sucesso nos USA e no mundo, com sua pesquisa Spinal Cord Stimulation Restores Locomotion in Animal Models of Parkinson's Disease, Miguel Nicolelis capa da Science 20 March 2009 vol 323, issue 5921, pages 1527-1634 e também capa da Galileuprovou e ta provando o poder da mente. Eu não poderia deixar de postar tal coisa. não é todo o dia que um brasileiro é capa da Science, ou tem uma materia ou um artigo publicado.
Spinal Cord Stimulation Restores Locomotion in Animal Models of Parkinson's Disease
“Acho que os editores escolheram a minha pesquisa porque ela representa não só uma nova terapia potencial para os pacientes com Mal de Parkinson. É uma nova técnica cirúrgica que pode influenciar o tratamento de outras doenças.”
Neurocientista paulista Miguel Nicolelis que liderou um estudo que foi capa da revista Science nesta semana, uma das mais importantes do mundo.
É a primeira vez que um estudo feito por um brasileiro é capa da revista. Sua pesquisa é sobre uma nova técnica para tratar o Mal de Parkinson com estímulos elétricos na coluna do paciente.
Detalhes da pesquisa estão no site da Fapesp.
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=5461&bd=2&pg=1&lg=
Um choque heterodoxo contra o Parkinson
Neurocientista brasileiro mostra que estímulo elétrico na medula espinhal pode minorar os sintomas da doença; trabalho é capa da revista Science.
Cientistas liderados por brasileiro desenvolve tato artificial na Universidade de Duque nos EUA
http://www.youtube.com/watch?v=yL1L2qvNnE0
Jô Soares entrevista Miguel Nicolelis 21/06/2011
http://www.youtube.com/watch?v=FHDV3SHVNmI
Miguel Nicolelis - O médico e neurocientista, que teve seu trabalho com próteses neurais na lista das dez tecnologias que vão mudar o mundo segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology), está em São Paulo para participar do seminário "Fronteiras do Pensamento".
Macacos conseguem sentir texturas através de braço virtual nos EUA.
Pela primeira vez os pesquisadores conseguiram fazer com que os macacos recebessem estímulos diretos ao cérebro, iguais ao tato, mas sem usar as mãos.
A revista Nature divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado da pesquisa de um neurocientista brasileiro, que promete mudar a vida de pessoas com dificuldade de locomoção.
A descoberta é tão importante, que o neurocientista brasileiro, Miguel Nicolelis, passou o dia em casa, em Natal, dando entrevistas para jornalistas do Brasil e do mundo.
O professor da universidade de Duke, nos Estados Unidos, liderou seis pesquisadores estrangeiros em um estudo que já tinha feito macacos mexerem braços virtuais através do pensamento.
Nesta quarta-feira, divulgaram pela revista Nature, que conseguiram fazer os macacos sentirem texturas através do braço virtual. Pela primeira vez os pesquisadores conseguiram fazer com que os macacos recebessem estímulos diretos ao cérebro, iguais ao tato, mas sem usar as mãos.
Para chegar ao resultado, os cientistas colocaram eletrodos no córtex cerebral em macacos, região responsável pelos movimentos e pelas sensações.
Os cientistas mostraram aos animais três figuras visualmente iguais. Mas que ao serem tocadas pela mão virtual emitiam sensações diferentes, chamadas de texturas artificiais. Ao tocar uma das figuras e sentir o estímulo dela, os macacos recebiam um suco de laranja.
Imagens, feitas durante a pesquisa, mostram que os animais conseguiram associar a figura ao suco de laranja. Logo, ao passarem a mão sobre as imagens paravam onde sentiam a sensação, que remetia à bebida. Provando que de fato, os macacos estavam sentindo através do braço virtual.
O próximo passo dos pesquisadores é aplicar a tecnologia em próteses e vestimentas para que elas, além de recuperar os movimentos perdidos, permitam que tetraplégicos, por exemplo, voltem a sentir texturas, como a de uma planta. O objetivo é que a roupa especial fique pronta até a Copa do Mundo de 2014.
"Esse trabalho abre portas que até dois, três anos atrás ninguém imaginava que eram possíveis. As teorias de como o cérebro funcionava vão ser mudadas drasticamente", explica o neurocientista.
Joystiq Emotiv EPOC Neuroheadset
http://blig.ig.com.br/spider/2007/03/02/para-gamers-jogue-com-o-poder-da-mente/
Para gamers: jogue com o poder da mente!
Eis uma peça de hardware que estava demorando para aparecer. O “capacete” da imagem chama-se Epoc, um controle remoto que funciona a partir do pensamento do usuário combinado com o humor, alterações nos padrõres cerebrais, expressões faciais e estado emocional… Ufa…
A idéia da Emotiv, empresa responsável pelo projeto, é enviar seu kit de densenvolvimento para todas as empresas interessadas em lançar produtos específicos para funcionar com o capacete.
Parece coisa de cientista louco, mas jogar com um Nintendo Wii não parece a coisa mais sã do planeta. Ainda que seja muito divertido. Sem contar ainda com as possíveis aplicações da tecnologia, como controlar sua casa inteira com o poder da mente.
Quarta-feira, Outubro 05, 2011
Hifenizador Silábico
Área Linguística : Léxico
Subárea Linguística : Hifenização (translineação)
O Hifenizador silábico é um software (aplicativo) capaz de separar em silabas as palavras da Língua Portuguesa, com intuito didático e de facilitar as pesquisas em dicionários para descobrir a separação de uma determinada palavra.
OBS: Devido a complexidade da língua Potuguêsa do Brasil, talvez uma ou outra palavra possa escapar do modo correto de separação.
Desenvolvido no IDE Eclipse Helio e utilizando a linguagem de programação Java, esse aplicativo independe de sistema operacional, como é uma ferramenta baseada em Java para funcionar ele depende apenas de ter o JRE (Java Runtime Environment) instalado em seu computador. Se o seu computador já tem, então não precisa instalar mais nada basta apenas executar o aplicativo. Para pesquisar o significado das palavras digitadas, assim como fazer sua tradução você precisa estar online.
Corretor Ortográfico
O hifenizador silábico também tem um corretor aortografico por enquanto só paras as línguas portugues do Brasil e inglês. Caso você digite uma palavra errada a mesma e sublinhada com uma linha vermelha e com o click do botão direito do mouse você pode corregir para a palavra certa ou adicionar no vocabulário.
Link para baixar o Hifenizador Silábico.jar
http://www.4shared.com/file/WGXfXDVq/Hifenizador_Silbico.html
Esse aplicativo será apresentado no CONIC Semesp 2011 com o título APLICATIVO DE HIFENIZAÇÃO, TRADUÇÃO E BUSCA DE SIGNIFICADOS COM UTILIZAÇÃO EM COMPUTAÇÃO EM NUVEM.
J.M.B.
Segunda-feira, Setembro 19, 2011
O grupo do mal
Ellen Redblade
Nascida princesa. Hoje, mercenária e senhora de um dragão negro.
Muito antes de assumir este nome atualmente temido, Ellen Redblade já era uma mulher independente e segura de si.
Ter crescido em uma sociedade patriarcal apenas aumentou seu desejo interior de fazer algo por si mesma - coisas que, infelizmente, ia contra os padrões culturais de onde nasceu. Ellen foi criada para cumprir seu "papel de esposa", como antes fizera sua mãe e sua irmã mais velha- e não para "segurar uma espada e fazer trabalho de homem", como dizia seu pai, um aventureiro aposentado.
A garota, entretanto, não partilhava do mesmo ponto de vista. Não conseguia ver sentido algum em permanecer vivendo em uma vila minúscula, cuidando da casa, plantando e servindo de "reprodutora" para um futuro marido qualquer - não enquanto havia um mundo inteiro a ser explorado. Ellen ficava fascinada diante dos aventureiros contratados para escoltá-la na estrada principal, ou mesmo durante as raras oportunidades em que a mãe aceitava sua companhia para ir ao Mercado nas Nuvens. O sonho secreto de brandir espadas e levar uma vida de aventuras crescia desde aquela época. Ela tinha então quinze anos.
O pai de Ellen não levava a sério os desejos da filha - tudo não passava de "coisa da idade", acrescentava ele. Mesmo assim, fez tudo para orientá-la na direção do caminho que ele julgava ser "certo". Em seu íntimo o guerreiro veterano sabia que, assim que tivesse chance, Ellen poderia muito bem arrumar suas coisas e fugir de casa. A garota precisava, a seu ver, de um compromisso sólido e inquebrável. Algo para trazer responsabilidade e encaminhar seu destino de maneira irrevogável.
Um casamento.
Foi assim então que, aos dezesseis anos, Ellen Redblade teve sua mão oferecida a Sollen Proisnas, um nobre local. Logicamente o objetivo principal do pai era a suposta "felicidade" da filha, mas oferecê-la a um nobre tinha lá suas vantagens financeiras - e o pai de Ellen sabia disso muito bem.
Dizem que ela nunca perdoou o pai por tal coisa.
Se a vida com a família já poderia ser comparada a um sistema de "liberdade vigiada", a vida de casada era para Ellen um cativeiro completo.
A jovem Ellen era proibida de sair do castelo. Era tratada pelo marido - durante as poucas vezes em que Proisnais se encontrava em casa-, como uma espécie de "meretriz particular", em suas próprias palavras. Como um câncer, ódio mortal foi crescendo no coração da garota e, com ele, um plano para escapar do inferno em que vivia.
Quando Sollen voltou estranhamente feliz de uma campanha especialmente bem sucedida, Ellen viu que era o momento ideal. Fingindo ceder aos avanços do marido, levou-o para o quarto acendendo o desejo dele tanto quanto podia. Ellen encheu uma taça de vinho e foi, aos poucos, embriagando-o.
Entorpecido pelo álcool, Sollen não esboçou nenhuma reação quando foi amarrado á cama e amordaçado com uma peça íntima. Também não fez nenhum movimento quando o aço brilhante de uma lâmina surgiu na mão de sua esposa. Para ele, como pensara em seus últimos momentos, aquele tudo não passava de um "jogo sexual de uma menina que finalmente se tornara mulher".
Sollen só foi encontrado no dia seguinte, morto. Seu corpo havia sido perfurado por uma faca cerca de 26 vezes.
Vidas separadas
Ellen usou uma rota de fuga secreta e seguiu para Brod, uma cidade ao norte do castelo. Para ela, esta foi a primeira fase de sua transformação em aventura - mas a garota sabia que, mais cedo ou mais tarde, os soldados de seu ex-marido viriam atrás dela. Para que não fosse reconhecida, uma mudança mais radical seria necessária: ela cortou os longos cabelos que sustentava desde criança e, utilizando-se de corantes feitos de ervas, tingiu-os de vermelho.
A seus olhos, esta não era apenas uma mudança para fins de sobrevivência; era uma fronteira separando os dois lados de sua vida.
Na cidade de Brod, durante uma noite numa taverna, Ellen Redblade conheceu Tyra - uma mercenária de reputação invejável. Ellen já tinha ouvido falar de sua habilidade com a espada e de como, anos antes, havia assassinado três comandantes de um único exército durante uma batalha. Em toda sua vida- e em circunstância dela - Ellen jamais havia tido treinamento de batalha. Quando a garota contou a história de sua vida e sobre como havia se livrado do domínio de Sollen Proisnias, a mercenária aceitou treiná-la. Por algum tempo.
O que deveria ser um simples "período de treinamento" transformou-se em anos de convivência. Mesmo quando já não havia mais nada a ensinar, as duas continuaram agindo juntas como uma dupla. Executavam trabalhos variados, lucrativos e de muito risco, desde assassinar lordes a roubar peças de arte ou levar planos de batalhas para generais inimigos. Durante suas novas vida de crimes, Ellen nunca esteve tão feliz.
Mas é claro que a felicidade dura pouco durante uma vida de crimes.
Certa noite, enquanto dormia, Ellen foi dominada por um sentimento de inquietação. Vivenciava um sonho dos mais estranhos, perseguida por seu pai e Sollen pelos corredores escuros de um gigantesco castelo. Suas pernas pesavam, ela não conseguia correr nem gritar, aqueles dois homens horríveis se aproximavam gargalhando e empunhando espadas...
Ironicamente, o pesadelo que atormentava Ellen acabou por salvar sua vida. Quando acordou assustada, Ellen abriu os olhos para uma realidade quase tão cruel: Tyra estava sobre ela, preste a golpeá-la com uma adaga, assim como a própria Ellen fizera com Sollen.
A garota conseguiu livra-se do golpe e empurrar Tyra para longe. Assustada e confusa, Ellen levantou-se, empunhou sua espada e duelou com tyra.Incapaz de enfrentar sua tutora de igual para igual, a garota saltou sobre seu cavalo e fugiu. Embora nunca tenha descoberto nada sobre os motivos de Tyra, Ellen sustentava a teoria de que a "amiga" havia sido contratada em algum momento pelos antigos soldados de Sollen. Afinal, acima de tudo, Tyra era uma mercenária.
A traição de Tyra feriu Ellen tão profundamente quanto ser entregue pelo o pai ao príncipe Sollen. A partir daquela dia ela entendeu que nunca mais deveria confiar em ninguém - ou terminaria sendo traída mais tarde.
E então Ellen nunca mais confiou em ninguém. Ela queria, mas sabia não ser possível.
Alguém para confiar
Por algum tempo, enquanto esteve sozinha, um novo e estranho sonho acompanhou Ellen durante noites e noites. Ela se via cercada por soldados, em meio a um enorme pântano. Próximo dela havia uma árvore enorme, vermelha e seca, que parecia ter séculos de idade. Os soldados se aproximavam, fechavam o cerco e, quando se aproximavam, preste a atacar... Uma sombra negra surgia e Ellen acordava.
Intrigada e sem um objetivo melhor para guiá-la na vida, Ellen procurou pelo lugar de seu sonho durante mais de um ano. Para ela, aquilo devia ser uma espécie de sinal - talvez alguma nova aventura para distraí-la das decepções do passado.
Um dia, seguindo as orientações de um pescador, Ellen finalmente encontrou o pântano. Em seu interior, a velha árvore - e muito, muito mais. O lugar havia sido momentos antes, palco de uma batalha entre dezenas de soldados (todos idênticos aquela que viu em seus sonhos) e um dragão negro, que aparentemente fazia da árvore seu lar.
O dragão morto estava bem ao lado da árvore. Exatamente no mesmo lugar onde Ellen costumava estar durante o sonho.
Ainda tentando aceitar o significado daquilo tudo, que agora parecia óbvio, Ellen examinou o lugar com mais atenção. A raiz retorcida da imensa árvore escondia uma passagem para o subterrâneo - o covil do dragão. Penetrando na caverna e guiada por uma estranha intuição, Ellen venceu um labirinto de túneis que sem dúvida teria feito outra pessoa andarem em círculos até morrer de fome. Chegando a um tipo de câmara central, ela encontrou o ninho do dragão negro.
Repousavam ali uma pequena fortuna em peças de ouros e uma coleção de objetos diversos (mágicos, ela descobriu depois). Entre eles, duas magníficas espadas de lâmina avermelhadas e uma imponente armadura, que Ellen verga até hoje. E estes nem eram os itens mais preciosos no ninho...
Havia também um ovo.
Um ovo que chocava naquele instante, trazendo ao mundo um filhote de dragão negro.
Ellen não podia mais negar o significado dos sonhos. Todos os seres humanos em quem confiou voltavam-se contra ela mais tarde-então o destino mostrou-lhe alguma misericórdia e revelou, em seus sonhos, alguém em quem poderia confiar. Mais ainda, o sonho revelava sua verdadeira natureza e missão neste mundo; ela foi colocada na pele de uma mãe dragão encurralada e morte por soldados.
Ela acreditava ter a alma de um dragão.
Rainha dos dragões
Aceitando seu novo e inquestionável destino, Ellen viveu no covil durante os cinco anos seguintes. Algum tipo de sentido sobrenatural guiava a jovem através do vasto labirinto de túneis. Ela caçava para alimentar o filhote, a quem deu o nome de Sillith - o único nome de dragão que conhecia, através de uma história contada pela mãe. Sillith, por sua vez, aceitou sem questionar a garota de cabelos vermelhos como sua verdadeira mãe (os estudiosos dizem que, como muitas aves, os dragões também reconhecem como sua mãe a primeira criatura que vêem quando saem do ovo).
Quando Sillith não era mais um filhote e Ellen uma mulher madura, ambos abandonaram o ninho. O primeiro ato de Ellen foi retornar ao castelo da família Sollen e matar todos que ali se encontravam. Em pouco tempo, seu arsenal de peças mágicas e sua montaria terrível transformaram em lenda o nome de Ellen Redblade.
Finalmente sentindo-se rainha de seu próprio destino, Ellen levava uma vida errante com Sillith. Raramente permanecia muito tempo em um lugar - é claro, pois a visita de um dragão negro não costuma ser recebida com sorrisos! Voando de pântano em pântano, normalmente os dois encontravam algum lugar isolado, escuro e úmido para acampar; Sillith ficava escondido enquanto Ellen visitava os arredores, buscando trabalho mercenário - e também pista sobre o paradeiro de Tyra, com quem ainda tinha um acerto de contas a fazer.
Ellen estava totalmente segura de que nunca mais precisava temer a traição. Nunca poderia imaginar o novo e terrível golpe que destino lhe reservou...
A traição final
Ellen estava satisfeita com a companhia de Sillith, a única criatura no mundo em quem tinha plena confiança. Ela nunca aceitaria viver novamente com outras pessoas. Mesmo assim, sua vida estaria ligada a três outras vidas... e não por vontade própria.
Em busca de trabalho, Ellen foi contratada por Gard, um mago, para assassinar Ronm - o governante de um reino vizinho. O pagamento era elevado e, como única condição, Gard exigia que Ellen trabalhasse com três outros mercenários: Scythe, ladrão e antigo artista de circo; Arthur, um guerreiro; e Sean, sacerdote dos deuses da morte. Ellen concordou em agir com eles, desde que por pouco tempo.
Tratava-se de uma vingança pessoal do mago, que havia sido escorraçado por Ronm muitos anos antes, quando ainda era um aprendiz. Agora Gard resolvia dar o troco - mas ele não conhecia bem a natureza dos mercenários.
Antes que pudessem sequer chegar ao reino vizinho, um mensageiro veio de encontro ao grupo trazendo uma carta assinada pelo próprio Ronm. Ela dizia que o governante já conhecia o plano de Gard para matá-lo, e também as identidades dos mercenários. A carta fazia ainda uma contra-prosposta: o peso de cada um em ouro como recompensa se traíssem Gard.
Dentro da lógica de cada um, a proposta pareceu razoável - afinal, era um grupo de mercenários sem grandes escrúpulos! Ellen, em particular, apreciava cada vez mais a idéia: ela própria teve a vida arruinada por traições daqueles em quem confiava. Não tinha ela o direito de beneficiar-se agora com uma traição?
Assim sendo, o grupo rumou de volta para o castelo do velho mago. Mesmo considerando o poder de Gard, a batalha não foi das mais difíceis - apanhado desprevenido, o mago não era páreo para aquele grupo terrível.
Antes de morrer, porém, Gard proferiu suas últimas palavras na forma de uma maldição como recompensa á traição que sofrera: dali por diante, a vida de cada membro do grupo estaria ligada á vida de outro. Se um morresse, outro morreria também - e não haveria forma de saber a quem cada mercenário estaria ligado. Desta forma, um membro jamais poderia trair o outro.
Mais uma vez, uma traição trazia desgraça ávida de Ellen.
Ellen Redblade, hoje
Forçada pela a maldição a permanecer com seus "colegas" e também zelar por suas vidas, hoje Ellen transborda de raiva e desprezo.
Com a convivência, Ellen passou a conhecer melhor aquele trio - mas o pouco que descobriu sobre o passado sórdido de cada um apenas aumentava sua repulsa. Ela odeia especialmente o meio-elfo Sean, um maníaco assassino que coleciona os dentes de suas vítimas em uma bolsa. Em seus devaneios Ellen vê o maldito engasgar com os próprios gritos, tendo sua lâmina vermelha atravessada na garganta... E ela sorri.
Ellen nunca confia em ninguém - e ela sabe que não pode confiar especialmente neste três! Continuará com eles em busca de uma pista para quebrar a maldição, e prestando ocasionais serviços sujos - mas apenas até recuperar sua liberdade. Até reconquistar seu merecido lugar nos céus, cavalgando o dorso poderoso de seu querido dragão... Para então retornar em vôo rasante e derreter os malditos sob a baforada ácida de Sillith.
Menos Sean. Ele terá uma morte especial...
Arthur Donovan III
um paladino em desgraça.
Outrora um nobre cavaleiro, agora um louco contaminado pelo o mal.
Outrora um nobre cavaleiro, agora um louco contaminado pelo o mal.
Quando Phillipp Donovan - cavaleiro da mais alta patente e comandante inquestionável da Ordem dos Cavaleiros da Luz - pegou pela primeira vez o pequeno filho nos braços, não teve dúvidas sobre como deveria chamá-lo: Arthur Donovan III. Mais que o cumprimento de uma promessa feita a Khalmyr, o Deus da Justiça, esse nome era uma homenagem a seu avô - fundador da Ordem e herói idolatrado em toda a região. O nome Arthur Donovan trazia consigo, portanto, toda a responsabilidade que ao garoto um dia haveria de conhecer.
Não foi fácil para Phillipp finalmente ter um herdeiro á altura de seus encargos. Sua esposa Heather não conseguia conceber. Os clérigos suspeitavam ser resultado de uma maldição rogada pelo Deus Negro. Os magos acreditavam que a esposa de seu lorde havia sido envenenada magicamente por inimigos da Ordem. E as amas comentavam sorrateiramente que, se havia algum problema, era com o próprio Donavan...
Devoto ardoroso do Deus da Justiça, Phillipp fez a ele uma promessa solene. Se sua mulher desse á luz o filho que desejava, o garoto teria o nome do avô - e sua vida seria dedicada a Khalmyr e a Ordem dos Cavaleiros da Luz. Além disso, o pai Phillipp partiria de Norm em uma jornada de muitos anos, cruzando o continente, disseminando sua fé, deixando em cada templo do Deu da justiça uma gota de seu sangue e suor como prova de gratidão.
assim, quando o filho nasceu, o comandante da Ordem da Luz ajoelhou-se, fez uma breve oração agradecida e partiu.
A primeira missão
Na ausência do pai, Arthur recebeu uma educação exemplar. Foi instruído nas artes da guerra desde muito jovem, sob orientação dos maiores generais que a Ordem já abraçara. Estudou os livros com o mesmo afinco com que aprendia a manejar a espada. Seu temperamento era calmo e sereno, sem sombra da agitação tão típica nas crianças de sua idade.
Phillipp só voltou de sua jornada quando o jovem Arthur completava dez anos. Pelos costumes da Ordem, nesta idade os mais jovens assumiam seus primeiros encargos entre os exércitos. E não demorou muito para que Arthur seguisse em sua primeira missão.
Ao norte da cidade de Norm - havia um pequeno vilarejo. Um mensageiro veio procurar pelos Cavaleiros da Luz em busca de ajuda: um jovem malfeitor com não mais que 25 anos havia reunido um pequeno grupo de mercenários e tomado a vila. Casa foram queimadas e as mulheres tomadas pelos vilões.
Phillipp reuniu cinqüenta cavaleiros e partiu para ajudar o vilarejo, tendo seu filho como escudeiro.
O estrago havia sido grande. Mãe chorando pelas filhas violadas. Pequenos comerciantes agricultores tentavam calcular o quanto havia perdido durante o ataque. E todos clamavam por justiça.
Trazer o culpado de volta ao vilarejo foi mais fácil do que parecia á primeira vista. Após o saque, o grupo de mercenários se dispersou levando o que havia conseguido. O jovem vilão foi encontrado descansando perto de um rio e capturado sem grandes dificuldades. Em casos como aquele a pena era simples: ou o acusado demonstrava arrependimento e cumpria uma tarefa para se redimir perante Khalmyr, ou seria trancafiado até o fim da vida nas masmorras do castelo em Norm.
O criminoso recusou a primeira alternativa.
Novas tendências
A coragem e força de vontade do jovem malfeitor mostrava-se menores que sua arrogância; incapaz de resistir ao cárcere, o criminoso se suicidou, enforcando-se com a própria roupa.
No mês seguinte um velho camponês solicitou uma audiência com Phillipp. Cansado e de roupas surradas, disse ser Rob denn - pai de Faret Denn, o jovem prisioneiro capturado no vilarejo. Viajou durante meses em desespero, á procura do filho.
De acordo com sua história, o rapaz era exemplar, bondoso e atencioso. "O filho que qualquer pai gostaria de ter", disse ele. Seu sonho era ser um grande guerreiro, sair pelo mundo em busca de aventuras e voltar para sua terra com tesouro suficiente para tirar sua família da condição miserável em que viviam. Mas os deuses, aparentemente, não concordavam com o destino que o jovem Faret havia traçado para si
Ainda de acordo com o velho Rob Denn, seu filho comprou de um viajante um mapa que supostamente revelava a localização de um antigo templo abandonado. Rob tentou evitar a partida do filho - um pressentimento que só os pais têm avisava que Faret ainda não estava preparado. O jovem fingiu acatar a decisão do pai, mas partiu de madrugada, ás escondidas.
Quando voltou três dias depois, trazia uma arca de jóias e moedas - e a felicidade sobrepujou a mágoa de Rob ante a desobediência do filho. Contrário á sua vontade ou não, o rapaz havia se sacrificado em nome da família e conseguiu mais dinheiro do que ambos, junto, seriam capazes de ganhar em mais de um ano.
Porém, com o tempo, a alegria inicial deu lugar á desgraça. O comportamento do jovem Faret estava lentamente mudando. Seu temperamento, outrora calmo e reflexivo, tornava-se agora irascível, impaciente e egoísta. Foi preso três vezes por causa de brigas na taverna local, e em casa as coisas não eram diferentes; o relacionamento entre pai e filho havia degenerado de tal forma que os dois não conseguiam conversa por mais de cinco minutos sem cair em furiosas discussões.
Preocupado e desconfiado, Rob pediu a um mago presente no vilarejo que examinasse seu filho durante o sono. O mago encontrou o motivo da mudança; um anel na mão esquerda de Faret, trazido provalvemente com os tesouros do antigo templo. Escondida na jóia havia uma magia maligna, uma maldição que distorcia o caráter daquele que usava a jóia, assim transformando Faret de modo tão radical. Para infelicidade de Rob, o mago o não dispunha de poder suficiente para livrar o rapaz do mal.
No dia seguinte, antes que Rob pudesse esboçar qualquer reação, Faret celou seu cavalo e fugiu de casa.
Rob seguiu os passos do filho até Norm. Quando soube que o filho havia sido capturado e morto após pilhar um vilarejo, o velho não conteve sua revolta. Afinal, se os Cavaleiros da Luz houvessem procurado outra alternativa - se ao menos tentassem procurar pela maldição mágica sobre o rapaz - , talvez sua vida pudesse ter sido salva.
Phillipp Donovan sentiu-se solidário com a dor do camponês, mas Rob recusou qualquer tipo de ajuda ou compensação por parte da Ordem. Mesmo assim, Donovan ordenou a construção de um monumento em nome de Faret - e decretou um dia de feriado todos os anos para que os cavaleiros se lembrem do acontecimento.
Nada disso foi suficiente para aplacar a dor de Rob. Assim, antes de retornar á vila de onde veio, o velho fez uma nefasta profecia. De acordo com suas palavras, "o fruto da dor e da desgraça nasceria nos campos da alegria e da felicidade, transformando a árvore da esperança em apenas uma breve lembrança amarga".
Ninguém levou a sério e poucos entenderam o sentido das palavras do camponês. Até o seqüestro de Arthur, quinze anos depois.
A profecia
O cavaleiro, então com 25nos, havia sido apanhado desprevenido durante uma caçada corriqueira nos bosques de Norm. Suspeitava-se que a operação havia sido arquitetada por um duque rival, interessado na queda dos Cavaleiros da Luz. Entretanto, antes que qualquer operação de resgate fosse montada, Arthur retornou ao castelo sozinho, ferido e cansado. O cavaleiro permaneceu inconsciente durante três dias - e, quando acordou, já não era mais o mesmo.
Assim como havia acontecido com Faret, o comportamento de Arthur também mudou. Começou com coisas sutis, como discussões com companheiros e respostas impensadas para provocações corriqueiras. Mas tarde o problema evoluiu para atitudes mais graves - e desta vez ninguém encontrou qualquer objeto amaldiçoado responsável pela mudança. Finalmente, ao assassinar um prisioneiro por achá-lo "obviamente culpado", Arthur assinou sua sentença.
Um conselho de cavaleiros se reuniu para debater a questão. Pelo bem da Ordem, o status de cavaleiro de Arthur devia ser revogado - mas, um dia antes da sentença ser divulgada, Arthur partiu de Norm e nunca mais voltou.
Uma cerimônia simbolica destituiu Arthur de sua condição de Cavaleiro da Luz. Até hoje uma espada quebrada descansa sobre o brasão dos Donovan, no saguão principal do castelo da Ordem, como advertência e exemplo de como o mal pode penetrar até no coração mais puro.
Um mês após a fuga do filho, Phillipp adoeceu e ficou confinado a uma cama. Três semanas depois faleceu, vítima do desgosto e da dor. De modo trágico e misterioso, a profecia do velho camponês se realizara.
Donovan, hoje
Arthur não é mais um paladino e perdeu todos os benefícios concedidos por este status, mas ele ainda se vê como um. Seu rompimento com a Ordem não significa, a seus olhos, um rompimento com o deus Khalmyr.
Sua luta ainda é pela justiça - mas a Sua justiça. arthur faz o papel de juiz, júri e executor, decretando a sentença de seus oponentes como acha que é devido. Para ele, Khalmyr não é um deus bondoso e sim um juiz implacável, como percebe que, na maioria dos casos, a justiça que ele enxerga nada mais e que uma forma distorcida de defender sua própria lógica.
Contratado pelo o mago Gard para trabalhar com três outros aventureiros - a mercenária Ellen Redblade, o ladrão Scythe e o clérigo Sean -, Arthur pensou em levar alguma "justiça" ao governante Ronm. Mais tarde, quando o próprio ronm fez sua contraproposta para que traíssem o mago, o distorcido senso de justiça de Arthur não fez objeção - afinal, com certeza Gard também merecia a punição do deus Khalmyr.
Claro que ele não contava com a maldição rogada pelo mago pouco antes de sua morte, ligando sua vida á vida de um dos "companheiros". Se um deles morresse - não se sabia qual -, o cavaleiro também morreria. Essa aliança forçada vai totalmente contra os objetivos de Arthu, uma vez que seus colegas estão pouco interessados emm trazer justiça ao mundo. são frequentes as discussões sobre os próximos trabalhos e missões. Mesmo assim, Arthur tem grande capacidade de liderança e na maioria das vezes consegue segurar as rédeas do grupo, decidindo os rumos que vão tomar.
Não resta dúvida de que, quando estiver livre da maldição, Arthur Donova III estará livre para trazer justiça a seus colegas...
Sean e Scythe
Um assassino serial e um clérigo da morte.
A vida se Sean Cavendish é um exemplo prático do conhecido ditado anão: "Aquilo que começa errado, termina errado."
Filho de um humano e uma elfa, sean foi vendido a um circo quando tinha quatro anos, como parte do pagamento de uma antiga dívida da família. Sem nenhuma característica física especial que pudesse encaixá-la no quadro em algum tipo de atividade circense. Afinal, como em todo circo, a regra ali era "se não trabalhar, não come".
Sean estava muito longe de ser uma criança agradável. Era tão arredio e sarcástico que nenhum dos treinadores conseguia permanecer muito tempo com ele. Nos longos anos em que esteve no circo, Cavendish foi treinado por palhaços, trapezistas, domadores, equilibristas e engolidores de fogo. E embora não demonstrasse qualquer tipo de gratidão além dos comentários ácidos habituais, o garoto foi esperto o suficiente para aprender tudo aquilo que podia com cada um deles. Entretanto, dois treinadores atraíram mais a atenção do jovem meio-elfo com seus ensinamentos: o mago e o atirador de facas.
Sean era totalmente fascinado por facas. Passava horas e horas treinando, crivando de lâminas as árvores das redondezas. Quando não estava em companhia de seus "amigos" (como chamava suas facas) costumava ficar e sua carroça, estudando magias.
Certa vez, enquanto treinava um salto mortal particularmente difícil, Sean caiu. Chocou a cabeça brutalmente contra o chão. Levado para a cama, o jovem acordou apenas três dias depois.
Se o comportamento de Sean já não era dos mais normais, após o acidente as coisas ficaram ainda piores. Além do temperamento habitual, Cavendish começou a apresentar flutuações de humor e um sadismo assustador.
Estréia mortal
Pouco tempo depois de sua recuperação, o jovem - então com dezoito anos - foi chamado para substituir o atirador de facas que havia desaparecido misteriosamente. Em seu primeiro show, uma garota da platéia foi escolhida para servir de "alvo" para Cavendish. O meio-elfo havia treinado aquele número milhares de vezes e sabia exatamente o que devia fazer. A platéia ficou em silêncio, aguardando em expectativa. Os tambores rufaram e Sean atirou três facas em seqüência.
A primeira foi certeira. Entre os olhos.
A segunda, na altura do seio esquerdo. E a última no pescoço. Cavendish ainda teve a chance de atirar mais três facas antes que o show fosse bruscamente interrompido. Quando perguntado mais tarde sobre o acontecido, após o circo ter saído da cidade, Sean apenas sorriu e definiu o fato como "Acidente de trabalho".
Após o sumiço do atirador de facas antigo, mais pessoas começaram a desaparecer misteriosamente. Primeiro foi um macaco. Depois duas garotas da platéia e por último Harp, o trapezista e Gee, o palhaço. Desconfiados, os membros do circo invadiram o vagão de Sean e confirmaram suas suspeitas... Pertences de todas as vítimas foram encontrados entre suas coisas. Os corpos haviam sido enterrados em covas rasas, próximas ao local do circo.
Para alívio dos que restaram, Sean foi finalmente expulso. Vivendo por si só, Cavandish passou a fazer pequenas exibições itinerantes de malabarismo e magia, roubando quando necessário e vendendo seus serviços sempre que possível. Então, certo dia, foi convidado para agir com um grupo de mercenários...
Sean Cavandish é um maníaco. Embora atue de maneira quase normal durante o dia, quando executa seus shows, á noite ele se torna um assassino cruel e implacável. Geralmente ele escolhe suas vítimas entre os espectadores de seus shows diários - mas, exceto por esse detalhe, não há nenhum padrão específico. Suas habilidades de ladrão vêm muito mais de seus anos como artista circense do que por qualquer outro treinamento específico. Sean não gosta de roubar; prefere utilizar suas habilidades para agir sorrateiramente quando executa seus crimes, ou para realizar pequenos trabalhos como espião. Das pessoas que mata, Sean sempre guarda um ou dois dentes em uma pequena algibeira. Sua contagem de mortos e desconhecida.
Pouco ou nada se sabe de concreto sobre Scythe. Entre os poucos relatos confiáveis existentes, raros são aqueles que apresentam fatos em comum. Mesmo juntando todos os "pedaços", selecionando o que há de mais lógico em cada um dos manuscritos, é difícil traçar uma retrospectiva que se aproxime do que é cem por cento verdadeiro. Mesmo assim, pesquisas como essa geram hipóteses infundadas ou não, como a que segue abaixo, tida há algum tempo como a mais próxima da realidade. Ou não.
Certa noite, durante o Grande Inverno, ouviu-se três batidas nas portas do templo de Leen, o Deus da Morte. Um homem magro jazia no chão, sob o umbral da porta, nu e semimorto, congelado sob a neve pesada que caía.
O misterioso visitante recobrou-se apenas um mês depois de ter sido cuidado e aquecido. Seus ferimentos já haviam cicatrizado, mas apenas agora ele voltava a si quando viu-se em um quarto cercado por um conselho de sacerdotes negros. Dezenas de perguntas foram feitas ao homem,mas ele nada pode responder: Assim como o frio e a doença abandonaram seu corpo sob os cuidados dos acólitos do templo, também sua memória havia sumido. O pobre diabo não era capaz de recorda nada anterior á sua chegada no templo.
Os sacerdotes se reuniram e enceraram a chegada do homem como um sinal de seu Deus.
Como uma espécie de oferenda, ele foi aceito entre os clérigos assim que concordou em receber os ensinamentos necessários para tornar-se um membro do culto. Incapaz de lembrar o próprio nome, o homem foi rebatizado: a partir daquele momento ele seria Scythe.
Cinco sacerdotes foram escolhidos para cuidar de sua educação, como uma espécie de "família" com a qual ele passaria a conviver todos os dias. Para a surpresa de todos, o novo membro mostrava uma disposição acima do normal para aprender os desígnios ensinados por Leen. Enquanto poucos pretendentes sequer conseguiam alcançar o tempo, situado no pico de uma das maiores montanhas do reino, o homem mostrava uma dedicação sobre-humana. Mesmo nas mais duras provações, onde o discípulo devia aprender a conviver e apreciar a dor ao invés de rechaçá-la, o misterioso Scythe jamais esboçou qualquer reação de desgosto ou desistência.
Todos os rituais e provas executadas durante a educação de um Sacerdote Negro têm um único objetivo: demonstrar a futilidade da vida e provar o desprendimento do discípulo com sua vida anterior. Como scythe não teve vida alguma antes de surgir ás portas da morte perante o templo de Leen, era natural que se tornasse um exemplo entre os acólitos.
Seu teste final não poderia ter sido mais cruel. Sua tarefa? Executar os cinco membros de sua "família" em combate conjunto. O objetivo foi cumprido de maneira exemplar. A frieza de Scythe foi admirada por todos os sacerdotes presentes. Doze anos depois, Scythe abandonou o abrigo do templo e partiu.
Não há qualquer confirmação sobre os fatos narrados. Existem pessoas que defendem a tese de que Scythe é o próprio Leen, o Deus da Morte, vagando entre os homens a fim de provocar sua destruição. Outros acham que este sacerdote é, na verdade, o filho bastardo de um demônio vindo das profundezas do abismo.
Somente o próprio Scythe pode confirmar ou negar cada uma dessas teorias. Mas, até hoje, ninguém teve coragem de perguntar...
Sacerdote negro
Scythe é frio, calculista e incapaz de esboçar qualquer tipo de emoção. Devido a seu treinamento, a dor é menos que um incômodo para ele. O modo de "ver o mundo" de Scythe o diferencia de qualquer outro personagem: para ele, a vida é apenas um estado de transição. Um estágio. Na vida tudo é passageiro. A morte, entretanto, é real e eterna. Graças a esta filosofia, Scythe é incapaz de estabelecer laços emocionais com qualquer um - seja amor, companheirismo ou amizade. Para ele, os outros são cegos e precisam ser despertados através da morte. Mas Scythe é um sacerdote, não um assassino irracional! Para ele, "Leen não tem pressa de cobrar seu tributo. Um dia, cedo ou tarde, o destino de todos é o mesmo".
Em tempos recentes um comerciante abordou Scythe em uma taverna, aparentemente reconhecendo-o como um velho amigo de uma lavoura nas planícies de Crud. Desde então, sonhos misteriosos contendo passagens rápidas de sua antiga vida vêm atormentando-o todas as noites, deixando o sacerdote entre o dilema de seguir com sua vida ou correr atrás de um passado esquecido. Por enquanto a opção parece bem clara.
Como clérigo de Lenn, o Deus da Morte, Scythe é proibido de usar armadura, escudo ou espada. A única arma permitida para ele é a foice.
Revistas:
Dragão Brasil #43; Dragão Brasil #45 e Dragão Brasil #47
J. M. Trevisan & Paladino
Domingo, Julho 24, 2011
Tbot - um robô útil.
1 - Tbot lang - Mostre o par de idiomas selecionado.
2 - Tbot change - Selecione os idiomas de tradução.
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4 - Tbot start - Inicie a tradução novamente.
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6 - Tbot detect - Detecta o idioma do texto.
7 - Tbot ? - Mostre a lista de comandos.
Você sempre pode digitar Tbot ? para ver tudo o que posso fazer por você. Traduções em qualquer lugar. Você também pode acessar o Windows Live Messenger do seu smartphone para que eu traduza frases simples enquanto estiver viajando para outros países! Verifique se o seu telefone oferece suporte ao script de idioma adequado.
Tbot set - Defina o idioma desejado.
إذا كنت تتحدث العربية، فاكتب 1
Ако говорите български, въведете 2
Pokud mluvíte česky, zadejte příkaz 3.
Hvis du taler dansk, skal du skrive 4
Wenn Sie Deutsch sprechen, geben Sie 5 ein.
Εάν μιλάτε Ελληνικά, πληκτρολογήστε 6
If you speak English, type 7
Si hablas español, escribe 8
Jos puhut suomea, kirjoita 9
Si vous parlez français, tapez 10
אם אתה דובר עברית, הקלד 11
Ha magyarul beszél, írja be a következőt: 12.
Se parli italiano, digita 13
日本語を使用する場合は、14 と入力してください。
한국어를 사용하는 경우 15을(를) 입력하세요.
Jei kalbate lietuviškai, įveskite 16
Ja runājat latviski, ievadiet 17
Als je Nederlands spreekt, typ dan 18
Hvis du snakker engelsk, skriver du 19
Jeśli znasz polski, wpisz 20
Se você fala português, digite 21
Dacă vorbiți limba engleză, tastați 22
Если вы говорите по-русски, введите 23
Ak hovoríte po slovensky, zadajte číslo 24.
Če govorite slovensko, vnesite številko 25
Skriv 26 om du talar svenska
หากคุณใช้ภาษาไทย ให้พิมพ์ 27
Türkçe konuşuyorsanız 28 yazın
如果您使用简体中文,请键入 29
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Sexta-feira, Julho 01, 2011
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
Dicionário Aurélio Portatil 5.0.40
Biografia de Aurélio Buarque de Holanda
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
Crítico, lexicógrafo, filólogo, professor, tradutor e ensaísta brasileiro, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nasceu em Passo de Camaragibe, Alagoas, em 3 de maio de 1910 e faleceu em 28 de fevereiro de 1989 na cidade do Rio de Janeiro. Em 1923, mudou-se para Maceió (AL), onde, aos 14 anos de idade, começou a dar aulas particulares de português. Aos 15, ingressou efetivamente no magistério: foi convidado pelo Ginásio Primeiro de Março a lecionar em seu curso primário. Já naquela época passou a se interessar por língua e literatura portuguesas. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1936. Nesse mesmo ano, tornou-se professor de Língua Portuguesa e Francesa e de Literatura no Colégio Estadual de Alagoas. Em 1937 e 1938, assumiu o cargo de diretor da Biblioteca Municipal de Maceió.
Em 1938, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde continuou sua carreira de magistério ensinando Língua Portuguesa e Literatura Brasileira no Colégio Pedro II e no então Colégio Anglo-Americano.
Aurélio Buarque de Holanda também publicou artigos, contos e crônicas na imprensa carioca. De 1939 a 1943, atuou como secretário da Revista do Brasil. Em 1941, deu início a seu trabalho de lexicógrafo, colaborando com o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa. Em 1942, lançou o livro de contos Dois Mundos, que foi premiado dois anos depois pela Academia Brasileira de Letras. No ano seguinte, trabalhou no Dicionário Enciclopédico do Instituto Nacional do Livro. Em 1945, publicou o ensaio “Linguagem e Estilo de Eça de Queirós”. Nesse mesmo ano, participou do I Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo, e lançou, juntamente com Paulo Rónai, o primeiro dos cinco volumes da coleção Mar de Histórias, uma antologia de contos da literatura universal. Ainda em 1945, casou-se com Marina Baird, com quem teve dois filhos, Aurélio e Marisa Luísa, e cinco netos. Entre 1947 e 1960, produziu textos para a seção O Conto da Semana, do suplemento literário do Diário de Notícias.
A partir de 1950, começou a escrever para a revista Seleções, do Reader’s Digest, na seção Enriqueça o Seu Vocabulário. Oito anos depois, reuniu todos os artigos que produziu para essa seção, publicando-os em um livro com o mesmo título.
De 1954 a 1955, lecionou Estudos Brasileiros na Universidade Autônoma do México, contratado pelo Ministério das Relações Exteriores.
Em 1961, foi eleito para a cadeira n.º 30 da Academia Brasileira de Letras, anteriormente ocupada por Antônio Austregésilo.
A preocupação com a língua portuguesa e o amor pelas palavras levou-o a estudar e pesquisar o idioma durante muitos anos com o objetivo de lançar seu próprio dicionário. Finalmente, em 1975, foi publicado o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, conhecido como Dicionário Aurélio ou somente Aurelião. Em 1977, publicou o Minidicionário da Língua Portuguesa, que também é chamado de Miniaurélio. Em 1989, lançou o Dicionário Aurélio Infantil da Língua Portuguesa, com ilustrações do Ziraldo. O autor também traduziu várias obras, como Poemas de Amor, de Amaru; Pequenos Poemas em Prova, de Charles Baudelaire; e os contos para a coleção Mar de Histórias.
Aurélio Buarque de Holanda foi membro da Associação Brasileira de Escritores na seção do Rio de Janeiro (de 1944 a 1949), da Academia Brasileira de Filologia, do Pen Clube do Brasil (centro brasileiro da Associação Internacional dos Escritores), da Comissão Nacional do Folclore, da Academia Alagoana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e da Hispanic Society of America.
Obra: Dois Mundos (contos, 1942); ensaio “Linguagem e estilo de Eça de Queirós”, publicado no Livro do Centenário de Eça de Queirós (1945); Mar de Histórias [antologia de contos da literatura universal, em colaboração com Paulo Rónai — volume I (1945), volume II (1951), volume III (1958), volume IV (1963) e volume V (1981)]; Contos Gauchescos e Lendas do Sul (edição comentada do texto de Simões Lopes Neto, 1949); O Romance Brasileiro de 1752 a 1930 (1952); Roteiro Literário do Brasil e de Portugal (antologia literária da língua portuguesa, em colaboração com Álvaro Lins, 1956); Território Lírico (ensaios, 1958); Enriqueça o Seu Vocabulário, Filologia (1958); Vocabulário Ortográfico Brasileiro (1969); O Chapéu de Meu Pai (edição revista e reduzida de Dois Mundos, 1974); Novo Dicionário da Língua Portuguesa (1975); Minidicionário da Língua Portuguesa (1977) e Dicionário Aurélio Infantil da Língua Portuguesa (1989).
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Sábado, Junho 18, 2011
O Dia do Julgamento - Dick Matena
Judgment Day By Dick Matena
All along the WATCHTOWER
...And then he will send his son back to earth and there will be woes and pain amongst thee!... It´s all in here! Save your souls from a faith worse than death!... Five cents only!
...For they will live in eternal shame and tears: the thieves!... The drunks!...
...The murderers!... The whores!... The liars!... The hypocrites! None will be spared!
...None of them who turned their backs on him and made him sad...
...For his anger will be... OOPS! There goes my booklet...
...How very clumsy! Haha! Ha!...
None will be spared! Certainly not the peeping toms!
Well, well, well, if it isn´t young Frankie Lee, the carpenter, whose father is deceased!... How are you, my boy?
Better than my poor old man, Mr. priest! Crying out your name and cursing you! What did you do to him, you wicked messenger?
I just laid my hand upon him and then he turned black all over!... If ever there was a doomed soul, it was his!...
I don´t know, Judas!... He left me twenty-four women stranded in a house...
...And in that house there´s a window for every one of them!... Like to see it?
You´re a child of your father, Frankie!... Always trying to seduce the weak!...
...But I admit that I am a bit curious... Four-and-twenty windows and a woman´s face in every one?.. Will this do, my boy? Because of this roll of tens, Judas priest...
...The house will not be just a house, but a home!... Paradise!...Don´t speak my name too loud, son!
Pssst! Mr. Priest!... Still wanna see somethings?
NO! Back, Satan! Back! I knew he´d react that way! ...Most men do! That´s why I went into the convent in the first place! A pity! You could have made a million!
Monsieurc! Mon capitain! Over Dzere! Look!
What ees eet, Mon fils? Eet ees heem, ees it not?
Ah... Oui defineetly!
...So Dzat ees where he hid all dzose years!
...Aah! Air...!
But.. what happened?... Where is everybody?
Gone!
Who are you?
I am the son of my father! I´m here to separate the good from the bad!
Hallelujah! The day has come!
Yes, I arrived at the exact moment you fell into the water! A shame, for I know how long you have been waiting for this!
You´re here! That is what counts!... But I wouldn´t have recognized you! I thought you´d look... Different!
How do you mean?
Well, you know... Dressed in a long sheet, hair down to your shoulders, and some sort of a ring around your head!...
Oh! That humbug! That´s what those old painters made me look like! I´m a child of my time! Come! Follow me!
Of course! But... Pray tell, where to?
To the place from where everybody will leave to stand trial... I must take care things won´t end up in utter chaos...
...For most people fear to be judged!... Don´t they Mr. Priest?
Yes!... I must say, it is all so strange...
Reality is strange, Judas! Stranger than the fiction you told over the years!
...Those names! I understand! The trials will be held all over the world?
...Why not?
After all, my father is chairman of the biggest multinational that ever was!
Who are the men with the dogs?
Personnel of daddy´s! You know, it took him six days to build all this and I got only one day to bring it down! So... I need all the help I can get!
No! Please! not my child!
What is that?
...Please... Please!
You! Over there!
...And you, woman... Stand back!
My!... How cruel!
Yes! I despise those guys!... But sometimes they´re very useful, so I just close my eyes!
Mother! Mother!
That´s your train over there!
My train?... But... Where am I going?... I don´t even have a ticket!
you won´t need one! I made the reservation for you!...
But these are cattle cars! I cannot...
O course you can´t! That´s why I booked you first class...
...Together with some of my father´s favorites! Get in!
It´s dark in here! I can´t see a thing!
just walk on and you´ll see the light you took from so many people!
The light I... What do you mean by...? Ah, yes! There it is!
...But... But... But...
...This compartment is full of corpses!...
Oh, no! I just woke them! Part of the job, you know!
join them, judas priest! They´re waiting for you!
...No...
Oh, yes! We´ve been waiting for you! We´ve been waiting for you a long, long time!
...And here you are...
...At last!
...No...
All along the WATCHTOWER
...And then he will send his son back to earth and there will be woes and pain amongst thee!... It´s all in here! Save your souls from a faith worse than death!... Five cents only!
...For they will live in eternal shame and tears: the thieves!... The drunks!...
...The murderers!... The whores!... The liars!... The hypocrites! None will be spared!
...None of them who turned their backs on him and made him sad...
...For his anger will be... OOPS! There goes my booklet...
...How very clumsy! Haha! Ha!...
None will be spared! Certainly not the peeping toms!
Well, well, well, if it isn´t young Frankie Lee, the carpenter, whose father is deceased!... How are you, my boy?
Better than my poor old man, Mr. priest! Crying out your name and cursing you! What did you do to him, you wicked messenger?
I just laid my hand upon him and then he turned black all over!... If ever there was a doomed soul, it was his!...
I don´t know, Judas!... He left me twenty-four women stranded in a house...
...And in that house there´s a window for every one of them!... Like to see it?
You´re a child of your father, Frankie!... Always trying to seduce the weak!...
...But I admit that I am a bit curious... Four-and-twenty windows and a woman´s face in every one?.. Will this do, my boy? Because of this roll of tens, Judas priest...
...The house will not be just a house, but a home!... Paradise!...Don´t speak my name too loud, son!
Pssst! Mr. Priest!... Still wanna see somethings?
NO! Back, Satan! Back! I knew he´d react that way! ...Most men do! That´s why I went into the convent in the first place! A pity! You could have made a million!
Monsieurc! Mon capitain! Over Dzere! Look!
What ees eet, Mon fils? Eet ees heem, ees it not?
Ah... Oui defineetly!
...So Dzat ees where he hid all dzose years!
...Aah! Air...!
But.. what happened?... Where is everybody?
Gone!
Who are you?
I am the son of my father! I´m here to separate the good from the bad!
Hallelujah! The day has come!
Yes, I arrived at the exact moment you fell into the water! A shame, for I know how long you have been waiting for this!
You´re here! That is what counts!... But I wouldn´t have recognized you! I thought you´d look... Different!
How do you mean?
Well, you know... Dressed in a long sheet, hair down to your shoulders, and some sort of a ring around your head!...
Oh! That humbug! That´s what those old painters made me look like! I´m a child of my time! Come! Follow me!
Of course! But... Pray tell, where to?
To the place from where everybody will leave to stand trial... I must take care things won´t end up in utter chaos...
...For most people fear to be judged!... Don´t they Mr. Priest?
Yes!... I must say, it is all so strange...
Reality is strange, Judas! Stranger than the fiction you told over the years!
...Those names! I understand! The trials will be held all over the world?
...Why not?
After all, my father is chairman of the biggest multinational that ever was!
Who are the men with the dogs?
Personnel of daddy´s! You know, it took him six days to build all this and I got only one day to bring it down! So... I need all the help I can get!
No! Please! not my child!
What is that?
...Please... Please!
You! Over there!
...And you, woman... Stand back!
My!... How cruel!
Yes! I despise those guys!... But sometimes they´re very useful, so I just close my eyes!
Mother! Mother!
My train?... But... Where am I going?... I don´t even have a ticket!
you won´t need one! I made the reservation for you!...
But these are cattle cars! I cannot...
O course you can´t! That´s why I booked you first class...
...Together with some of my father´s favorites! Get in!
It´s dark in here! I can´t see a thing!
just walk on and you´ll see the light you took from so many people!
The light I... What do you mean by...? Ah, yes! There it is!
...But... But... But...
...This compartment is full of corpses!...
Oh, no! I just woke them! Part of the job, you know!
join them, judas priest! They´re waiting for you!
...No...
Oh, yes! We´ve been waiting for you! We´ve been waiting for you a long, long time!
...And here you are...
...At last!
...No...
Domingo, Junho 12, 2011
As Portas da Percepção - Aldous Huxley
A publicação desse pequeno volume, em meio ao deserto psíquico e intelectual da
Administração Eisenhower e às audiências de McCarthy, teve um profundo impacto cultural.
O quadragésimo livro de Huxley – cujo título foi tirado de “O casamento do céu e do inferno”,
do poeta visionário William Blake – é um dos trabalhos-chave na literatura psicodélica.
No inicio de sua década final de vida, poucos meses antes de seu sexagésimo aniversário,
Huxley descobriu o “chave para o acesso químico".
Como um tratamento literário de uma experiência científico, as referências são
tipicamente de grande amplidão; o tom, perfeitamente razoável, sustentado pele testemunho
pessoal e pela evidência histórica. Além de Blake, uma importante fonte literária é O Livro
Tibetano dos Mortos, que iria figurar de maneira tão significativa em sua vida e seus escritos
posteriores. Huxley concluiu que, embora superior à maior parte das drogas consumidas pela
humanidade, “a mescalina ainda não é a droga ideal”. Mas o conceito de Moksha estava
muito mais próximo depois de sua primeira experiência com mescalina. Presente à iniciação
psicodélica de Huxley, além do Dr. Osmond, que funcionou como supervisor-médico, estava
Maria, esposa de Aldous, a quem ele dedicou As portas da percepção.
Foi em 1886 que o farmacologista alemão Louis Lewin publicou o primeiro estudo
sistemático do cacto ao qual subseqüentemente foi dado seu próprio nome. Anhalonium
lewinii era novo para a ciência. Para as religiões primitivas e para os indígenas do México e
do sudoeste americano ele era um amigo de eras imemoriais. Na verdade era bem mais que
um amigo. Nas palavras de um dos primeiros visitantes espanhóis ao Novo Mundo, “eles
comem uma raiz a que chamam peiote, e que veneram como se fosse uma divindade”.
A razão porque deveriam eles venerar o peiote como uma divindade, tornou-se
manifesta quando psicólogos eminentes como Jaensch Havelock Ellis e Weir Mitchell4
começaram suas experiências com a mescalina, o princípio ativo do peiote. É verdade que
eles pararam a certa distância da idolatria, mas tudo concorreu para dar à mescalina uma
posição única entre as drogas. Ministrada em doses apropriadas, ela muda a qualidade da
consciência mais profundamente, e no entanto é menos tóxica que qualquer outra substância
do repertório farmacológico.
A pesquisa sobre a mescalina tem sido efetuada esporadicamente desde os dias de
Lewin e Havelock Ellis. Os químicos não apenas isolaram o alcalóide; aprenderam como
sintetizá-lo, de modo que o suprimento não depende mais da colheita escassa e intermitente
do cacto do deserto. Alienistas aplicaram-se doses de mescalina na esperança de chegar a
um entendimento melhor, em primeira mão, dos processos mentais de seus pacientes.
Trabalhando infelizmente com poucos pacientes, em circunstâncias restritas demais,
psicólogos observaram e catalogaram alguns dos efeitos mais notáveis da droga.
Neurologistas e fisiologistas descobriram alguma coisa sobre o mecanismo de sua ação
sobre o sistema nervoso central. E pelo menos um filósofo profissional tomou mescalina pela
luz que ela pode lançar em enigmas antigos e inexplicados como o lugar da mente na
natureza e a relação entre o cérebro e a consciência.
Assim ficaram as coisas até que, há dois ou três anos, um fato novo e talvez
extremamente significativo foi observado. Na verdade, esse fato havia várias décadas era
visível aos olhos de todos, mas ninguém o percebera até que um jovem psiquiatra inglês,
presentemente trabalhando no Canadá, ficou impressionado pela grande semelhança, na
composição química, entre a mescalina e a adrenalina. Pesquisas posteriores revelaram que
o ácido lisérgico, um alucinógeno extremamente potente derivado da cravagem do centeio,
tem uma relação de estrutura bioquímica com os outros dois. Depois veio a descoberta de
que o adrenocromo, que é um produto da decomposição da adrenalina, pode produzir muitos
dos sintomas observados na intoxicação por mescalina. Mas o adrenocromo provavelmente
ocorre espontaneamente no corpo humano. Em outras palavras, cada um de nós pode ser
capaz de fabricar uma substância química da qual doses minúsculas causam profundas
modificações na consciência. Algumas dessas mudanças são similares às que ocorrem na
praga mais característica do século XX, a esquizofrenia. A desordem mental é causada por
uma desordem química? E essa desordem química é devida, por sua vez, a aflições
psicológicas que afetam as glândulas adrenais? Seria precipitado e prematuro afirmar isso. O
máximo que podemos dizer é que existe um caso prim facie. Enquanto isso a pista está
sendo sistematicamente seguida e os detetives – bioquímicos, psiquiatras, psicólogos –
estão na trilha.
Por uma série de circunstâncias, para mim extremamente felizes, encontrei-me, na
primavera de 1953, plantado no meio dessa trilha. Um dos detetives tinha vindo a trabalho à
Califór-nia. Apesar dos setenta anos de pesquisa sobre a mescalina, o material psicológico à
disposição dele era ainda absurdamente insuficiente, e ele estava ansioso por aumentá-lo.
Eu estava ali e estava disposto, na verdade ansioso, a servir como cobaia. Assim aconteceu
que, numa bela manhã de maio,' engoli quatro décimos de um grama de mescalina
dissolvidos em meio copo d’água e sentei-me para esperar o resultado. [...]
[...] Confrontado por uma cadeira que parecia o Juízo Final – ou, para ser mais
preciso, por um Juízo Final que, depois de longo tempo e considerável dificuldade, reconheci
como uma cadeira – encontrei-me repentinamente à beira do pânico. Isso, senti de súbito,
estava indo longe demais. Longe demais, mesmo que fosse na direção de uma beleza mais
intensa e um significado mais profundo. O medo, como analiso em retrospecto, era de ser
dominado, de desintegrar sob uma pressão de realidade maior que pudesse agüentar uma
mente acostumada a viver a maior parte do tempo num aconchegante mundo de símbolos. A
literatura sobre experiências religiosas abunda em referências aos sofrimentos e terrores que
dominam aqueles que chegaram, demasiado súbito, face a face com alguma manifestação
do Mysterium tremendum. Em linguagem teológica, esse medo é devido. à incompatibilidade
entre o egoísmo do homem e a pureza divina, entre a individualidade auto-intensificada do
homem e a infinidade de Deus. Seguindo Boehme e William Law, podemos dizer que, pelas
almas não-regeneradas, a Luz divina em todo o seu esplendor só pode ser apreendida como
um fogo purgatorial ardente. Uma doutrina quase idêntica é encontrada em O Livro Tibetano
dos Mortos, onde a alma que partiu é descrita como encolhendo-se' em agonia para longe da
Luz Pura do Vazio, e mesmo das Luzes menos brilhantes, para mergulhar de cabeça na
consoladora escuridão do eu como um ser humano renascido, ou mesmo como uma fera, um
fantasma infeliz, um habitante do inferno. Qualquer coisa que não o brilho ardente da
Realidade implacável – qualquer coisa!
O esquizofrênico é uma alma não apenas não-regenerada, mas também
desesperadamente doente. Sua doença. consiste na incapacidade de refugiar-se da
realidade interior e exterior (coma a pessoa sã faz habitualmente) dentro do universo feito em
casa do bom senso – o mundo estritamente humano de teorias úteis, símbolos
compartilhados e convenções socialmente aceitáveis. O esquizofrênico é como um homem
permanentemente sob a in-fluência de mescalina, e portanto incapaz de fazer cessar a
experiência de uma realidade com a qual ele não é suficientemente santo para viver, que ele
não pode explicar por que ela é o mais renitente dos fatos primários, e que, por jamais
permitir que ele olhe para o mundo com olhos simplesmente humanos, assusta-o, fazendo
com que ele interprete essa estranheza ininterrupta, essa intensidade ardente de
significados, como manifestações de malevolência humana ou até mesmo cósmica,
procurando as reações mais desesperadas, de violência assassina em um extremo da escala
até a catatonia, ou suicídio psicológico, no outro. E uma vez na infernal estrada para baixo, a
pessoa nunca conseguir;a parar. Isso agora era por demais óbvio.
– Se começássemos de maneira errada – eu respondi às perguntas do pesquisador –
tudo o que acontecesse seria uma prova da conspiração contra nós. Tudo seria mais uma
afirmação disso. Não poderíamos respirar sem saber que aquilo era parte da conspiração.
– Então você acha que sabe onde jaz a loucura?
Minha resposta foi um “sim” sincero e convicto.
– E você não poderia controlá-la?
– Eu não poderia controlá-la, não. Se eu iniciasse com medo e ódio como premissa
principal, teria que continuar até a conclusão.
– Você conseguiria – perguntou minha esposa – fixaI sua atenção no que O Livro
Tibetano dos Mortos chama de Luz Clara?
Piquei em dúvida.
– Isso manteria o mal distante, se você conseguisse apreendê-lo? Ou você não
conseguiria apreende-lo?
Pensei um pouco na pergunta. “Talvez”, respondi finalmente. “Talvez eu pudesse” –
mas só se houvesse alguém ali para me falar da Luz Clara. Não se poderia fazer isso
sozinho.
Acho que essa é a razão para o ritual tibetano – alguém sentado ali o tempo todo,
dizendo o que é o quê.
Depois de ouvir a gravação dessa parte da experiência, peguei meu exemplar da
edição de Evans-Wentz de O Livro Tibetano dos Mortos e abri-o ao acaso. “Oh, nobres de
berço, não deixeis que vossas mentes sejam distraídos!” Esse era o problema – não se
distrair. Não se distrair com a lembrança de erros passados, com prazeres imaginários, com
o gosto amargo de antigos males e humilhações, com todos os temores, ódios e desejos que
normalmente eclipsam a Luz. O que esse monges budistas faziam pelos moribundos e pelos
mortos, os psiquiatras modernos não poderiam fazer pelos dementes? Que haja uma voz
para assegurar-lhes, de dia e mesmo enquanto eles estão adormecidos, que apesar de todo
o terror, toda a perplexidade e confusão, a Realidade definitiva permanece inabalavelmente a
mesma e é feita da mesma substância da luz interior da mente mais cruelmente
atormentada. Por meio de mecanismos como gravadores, interruptores de controle de
tempo, sistemas de alto-falantes e pequenos ditafones para uso sob o travesseiro, deveria
ser bem fácil manter os pacientes, até numa instituição com falta de pessoal, constantemente
cônscios desse fato primordial. Talvez algumas poucas das almas perdidas pudessem assim
ser ajudadas a obter uma certa medida de controle sobre o universo – ao mesmo tempo belo
e apavorante, mas sempre algo não humano, sempre totalmente incompreensível – no qual
se acham condenados a viver.
Em tempo fui afastado dos inquietantes esplendores da minha cadeira de jardim.
Caindo em parábolas verdes da cerca, as folhas de hera reluziam com uma espécie de
radiância vítrea, similar ao jade. Um. momento mais tarde, uma touceira de flores cor de
fogo, em plena floração, tinha explodido em meu campo de visão. Tão apaixonadamente
vivas que pareciam estar à beira da expressão oral, as flores esforçavam-se para cima na
direção do azul. Como a cadeira sob o caramanchão, elas protegiam demais. Baixei o olhar
para as folhas e descobri uma complexidade cavernosa de delicadíssimas luzes e sombras
verdes, latejando com um mistério indecifrável.
Roses:
The flowers ore easy to paint, The leaves difficult.
O haicai de Shiki (que citei na tradução de É. H. Blyth) expressa, de modo indireto,
exatamente o que eu senti então – a glória excessiva, demasiado óbvia, das flores,
contrastadas com o milagre mais sutil de sua folhagem.
Saímos para caminhar na rua. Um automóvel grande, azul-claro, estava parado junto
ao meio-fio. Ao vê-lo, fui subitamente tomado por uma enorme alegria. Que contentamento,
que absurda auto-satisfação jorrava daquelas superfícies em relevo do esmalte
brilhantíssimo! O homem tinha criado a coisa à sua própria imagem – ou melhor, à imagem
de seu personagem de ficção favorito. Ri até as lágrimas correrem pelo meu' rosto.
Tornamos a entrar em casa. Uma refeição havia sido preparada. Alguém que ainda
não era identificado comigo mesmo comeu com um apetite incrível. De uma distância
considerável e sem muito interesse, eu observava.
Depois de devorada a refeição, entramos no carro para um passeio. Os efeitos da
mescalina já declinavam: mas as flores nos jardins ainda estremeciam à beira do
sobrenatural, as pimenteiras e alfarrobeiras ao longo das ruas ainda pertenciam
patentemente a uma alameda sagrada. O Éden alternava-se com Dodona. Yg-gdrasil com a
Rosa mística. E, então, abruptamante, estávamos numa esquina, esperando para atravessar
o Sunset Boulevard. À nossa frente os carros rodavam num fluxo regular – milhares deles,
todos brilhantes e reluzentes como o sonho de um publicitário, e cada um mais cômico que o
outro. Mais uma vez re-torci-me de rir.
O Mar Vermelho do tráfego separou-se finalmente, e atravessamos para outro oásis
de árvores, gramados e rosas. Em poucos minutos tínhamos subido para um ponto alto nas
colinas, e lá estava a cidade estendida abaixo de nós. Um tanto decepcionantemente,
parecia a mesma cidade que eu vira em outras ocasiões. Pelo que me dizia respeito, a
transfiguração era proporcional à distância. Quanto mais perto, mais divinamente outro.
Aquele panorama vasto e sombrio pouco era diferente de si mesmo.
Continuamos o passeio, e enquanto permanecemos nas colinas, com cada paisagem
distante sucedendo-se a outra, a significação estava em seu nível cotidiano, bem abaixo do
ponto de transfiguração. A mágica só tornou a funcionar quando descemos num novo
subúrbio e estávamos deslizando entre duas fileiras de casas. Ali, apesar da arquitetura
peculiarmente horrorosa, houve renovados momentos de diferenciação transcendental,
vislumbres do céu que eu tinha visto de manhã. Chaminés de tijolos e telhados verdes
reluziam ao sol, como fraynentos da Nova Jerusalém. E de repente vi o que Guardi tinha
visto e (com uma habilidade incomparável) exprimido com tanta freqüência em suas pinturas
– uma parede de alvenaria com uma sombra cortando-a, opaca mas inesquecivelmente
linda, vazia mas carregada de todo o significado e o mistério da existência. A revelação
surgiu e sumiu numa fração de segundo. O carro prosseguia; o tempo estava descobrindo
outra manifestação da eterna Igualdade. “Dentro da igualdade há diferença. Mas que a
diferença deveria ser diferente da igualdade não é de modo algum a intenção de todos os
Budas. Sua intenção é tanto a totalidade quanto a diferenciação.” Aquele canteiro de
gerânios brancos e vermelhos, por exemplo – ele era inteiramente diferente daquela parede
de alvenaria a centenas de metros estrada acima. Mas o “ser” dos dois era o mesmo, a
qualidade eterna de sua transiência era a mesma.
Uma hora mais tarde, passados com segurança quinze quilômetros e uma visita à
Maior Loja do Mundo, estávamos de volta a casa, e eu tinha retornado a esse estado
tranqüilizador, mas profundamente insatisfatório conhecido como “estar bom da cabeça”.
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